Entretanto, conheci Kudsia. É funcionária da Lufthansa, no balcão que estava mais próximo das fitas, colocadas pela 'Polizei', para criar uma zona de segurança. "Acontece aqui quase todos os dias", respondeu-me, quando lhe mostrei interesse pela situação, dada a histeria 'britânico-americânica', com o alerta do fim de semana passado e, já agora, porque estou a caminho do Afeganistão.
Foi grande o aparato, com cães e tudo! a farejarem, o que viria a ser só uma mala perdida, tal como Kudsia já me tinha dito.
Tenho sempre a ideia que o Pai Natal está para a Lapónia, assim como os ditos cujos estão para o Afeganistão. O Pai Natal penso! que não existe! E o terrorista, pelo menos dentro daquela mala também não estava!
A conversa continuou depois de levantada a zona de exclusão. Kudsia indicou-me o melhor caminho para Kabul. Skyline. Terminal 2. Hall E. E já está!, disse ela. "Não! É melhor escrever", pedi eu. Respondi-lhe depois que não sou afegão. "Sim, sempre achei que tenho uns traços árabes, mas sou português". Eu não sou afegão! Mas, Kudsia é! Vive em Wiesbaden, as uns quilómetros deste gigantesco aeroporto. Deixou o Afeganistão com a família, em 1998, dois anos depois dos Taliban terem voltado ao poder e assumido o controlo de 90% do território.
Kudsia ainda tem família a viver no Afeganistão, numa pacata e tranquila(!) cidade, a 600 km de Cabul, cujo o nome não consegui reter. Mas, vou pedir-lhe mais tarde, porque já adicionei Kudsia à minha rede de facebook!
Às 20h00 tenho voo para Kabul.
Abraço se não não falarmos antes!
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